domingo, 4 de janeiro de 2015


MOSTEIRO CISTERCIENSE DA ESTRITA OBSERVÂNCIA - TRAPISTA
Nossa Senhora da Boa Vista
Fundação em 11/02/2010
HISTÓRIA

A comunidade Trapista feminina Nossa Senhora da Boa Vista, foi fundada em Rio Negrinho no dia 11 de fevereiro de 2010. As primeiras oito monjas foram enviadas como fundadoras pelo mosteiro Trapista Nossa Senhora de Quilvo, Chile. Na sua chegada residiram na cidade de Rio Negrinho numa casa do bairro de Bela Vista, e mudaram-se para a primeira parte do Mosteiro, que está sendo construído no bairro Rio Preto, na zona rural do município de Rio Negrinho, no dia 24 de junho do ano 2013.  Atualmente, na data de 01 de outubro de 2014, são quatro irmãs chilenas, uma italiana, e quatro brasileiras, das quais duas que entraram no Chile são já professas solenes e duas, que entraram no Brasil, são respectivamente professa simples e postulante.

A comunidade de Boa Vista faz parte da Ordem Cisterciense da Estrita Observância, conhecida como Trapista. É uma Ordem integralmente contemplativa, formada por mosteiros de monjas e monges. Está dedicada à busca da união com Deus, em comunidades de vida cenobítica, ou seja comunitária, que vivem no recinto do mosteiro uma vida de entrega a Deus e à oração para o bem da humanidade.

A Ordem Trapista faz parte, à sua vez, da mais ampla Família Cisterciense, que tem suas origens no ano 1098 no mosteiro de Citeaux, na França. Este mosteiro foi fundado por três monges beneditinos com o objetivo de viver a Regra de São Bento na sua pureza e integridade.

As monjas de Boa Vista vivem hoje a Regra de São Bento, no seu lema de oração e trabalho, enriquecida pela espiritualidade cisterciense do século XII, cujo expoente principal foi São Bernardo de Claraval. A oração tem como centro a Eucaristia diária e sete vezes ao dia a celebração do Oficio divino, cantando em comunidade os salmos da liturgia das horas. A oração pessoal se nutre da lectio divina, ou leitura e meditação da Palavra de Deus, e de momentos silenciosos diante do Santíssimo Sacramento. O trabalho manual é para o sustento da comunidade, que partilha a sorte de todos os operários do mundo, vivendo do trabalho de suas próprias mãos, e, concretamente para Boa Vista, da produção de cartões de saudação, chocolates finos, e cultivo dos terrenos da propriedade.

A razão de existir de uma comunidade Trapista é que cada monja possa oferecer sua própria vida em união com o sacrifício de Cristo, para a salvação do mundo inteiro, vivendo todas juntas, na alegria e doação diária, uma vida simples de caridade fraterna, oração e silêncio, trabalho manual e momentos de partilha e diálogo comunitário, na busca amorosa do rosto de Deus. Vivendo, no dia-a-dia, numa escola de caridade fraterna, as monjas fazem a experiência de viver o seu Batismo em profundidade. Conhecendo-se cada vez mais a si mesmas e simultaneamente a Deus, descobrem sua verdadeira identidade de filhas de Deus. Se for possível viver o Paraíso já aqui na terra, e o Paraíso é Jesus mesmo, elas o vivem, colocando firmes os pés da sua humanidade aqui na terra e o desejo do coração e todo seu tesouro ali no Céu.
 
          Nas últimas décadas a Ordem Trapista, seguindo as orientações do Concilio Vaticano II, se dedica a fundar os novos mosteiros nos países onde ainda não existe sua presença monástica. No Brasil se pensa em uma só comunidade feminina e as construções estão previstas para uma capacidade de quarenta monjas.

Um comentário:

  1. Cara!!!
    Que Bênção!!!
    Eles rezam e nós vamos evangelizando!!!
    Abraços!!!

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